domingo, 22 de novembro de 2015

O ATO DE EDUCAR

O ato de educar não é mecanicamente profissional
O ato de educar é de mais árdua paixão, de amor incondicional.
O ato de educar exige engajamento, comprometimento, abnegação.
É uma luta física e mental diária onde buscamos muito mais do que um simples salário no fim do mês...
Buscamos atingir todos os objetivos...
Desenvolver todas as habilidades...
Orientar todos os conhecimentos...
Facilitar todas as aprendizagens...
O prêmio? É a realização pessoal vinda através de um sorriso de criança frente a uma nova descoberta. Somos, sim! Sonhadoras de um mundo justo repleto de cidadãos críticos, questionadores, participantes, ativos numa Sociedade igualitária, digna, honesta...
Acreditamos no ato de educar em busca do nosso sonho.
Ousamos no desafio de inovar dentro da sala de aula.
Somos partículas de Deus enviadas especialmente para essa sublime missão: Educar!

Texto de Patrícia Fontes, adaptado por Regina Gregório



A ESCOLA DOS MEUS SONHOS

A ESCOLA DOS MEUS SONHOS

Lá no fundo dos meus sonhos existe uma escola com amplas portas sempre abertas, onde encontram-se os professores, no início do turno, recebendo seus alunos com um caloroso abraço e um sorriso sincero de boas-vindas.
Na escola dos meus sonhos, que fica lá no fundo da minha mente e num cantinho todo especial do meu coração, existe um amplo jardim, onde crianças e jovens interagem com a natureza amando-a, respeitando-a e preservando-a de uma forma tão sólida que se reflete em seus lares voluntária e naturalmente... Lá não se vê nenhum papel no chão e todo o lixo é reciclado...
Nesta escola situada lá nos confins do meu cérebro utópico e bem no meio do meu coração apaixonado pela educação, cada professor tem a sua sala personalizada e a cada troca de turma, vai esperar, na porta, aqueles que são a razão de seu trabalho, cumprimentando-os novamente com um sorriso sincero estampado em seu rosto... Lá os professores e funcionários não se importam em “perder” parte do tempo com o relacionamento humano... Na minha “escolinha”, o professor torce e luta pelo crescimento pessoal dos seus alunos que ocupam o lugar reservado a grandes amigos em seu coração e não se importa de fugir do conteúdo e aconselhá-los de vez em quando, de uma forma despretensiosa e sincera... No educandário dos meus sonhos só se aceita professores que tenham, além da formação acadêmica, o amor ao próximo no seu currículo...
Na escola dos meus sonhos não existe livro-ponto, pois as pessoas que lá trabalham, amam o que fazem, nunca faltam e quando precisam ausentar-se por motivos inevitáveis, sentem uma grande angústia por estarem longe da sua paixão... Nesta escola, o professor é valorizado e respeitado, trabalha com uma estrutura completa, sabe fazer uso de todas as tecnologias e nunca se cansa de aprender...
Na minha escola, escondida no meio das minhas utopias, tem uma biblioteca ampla, arejada, mobiliada e (principalmente) cheia de livros, onde o aluno encontra-se com seus mestres, pois é lá que eles estão na tal “hora atividade”.
Na escola dos meus pensamentos grandiosos, não se usa mais o divã da sala dos professores, aliás nem existe tal lugar, somente um ambiente altamente agradável onde professores, alunos e funcionários passam o mesmo recreio, comem o mesmo lanche e participam das mesmas conversas... Lá no fundo da minha mente e bem no meio do meu coração, tem uma escola onde todos lutam pelos mesmos ideais, caminham na mesma estrada, rumo ao conhecimento que não se importa com a quantidade de dias letivos, acessível a todos de forma eclética e dinâmica...
De repente minha mente para, meu coração retoma o compasso monótono, volto para a realidade e percebo que parte da escola dos meus sonhos já existe... Só a casca... Ainda está verde... E as intempéries não a deixam amadurecer como deveria.


Rubem Alves

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Importância das Brincadeiras no Parque

A importância do parquinho
Brincar na areia, subir no escorrega, voar bem alto no balanço...


Lembra daqueles bons e velhos tempos, em que ficávamos horas a fio brincando no parquinho, às voltas com mil e uma atividades e rodeadas por uma enorme e diversificada turma de amiguinhos? Pois é, entre balanços, escorregas, gangorras e gira-giras, botávamos a imaginação pra funcionar e ainda gastávamos toda a nossa pilha – voltando pra casa imundas, cansadas e mortas de fome. Mas o que parecia ser uma simples farra infantil era na verdade um aprendizado para a vida toda. Como assim?! Simples: enquanto isso tudo acontecia, nossas habilidades motoras estavam sendo desenvolvidas e nosso comportamento social formado.
Brincar não é apenas uma maneira que a criança encontra para extravasar toda sua energia. É através dos jogos e das situações que cria – sozinha ou em companhia dos amiguinhos – que ela tenta entender o mundo à sua volta. Por isso é que a gente sempre ouve uma delas imitando, durante uma brincadeira, algo que viu na TV, em casa ou na rua. Essa é a forma que ela encontra de fixar as informações na memória. Além disso, as brincadeiras espontâneas são o paraíso para a garotada, pois elas têm a liberdade de poder criar e instituir suas próprias regras. Ao contrário, é claro, do videogame, que já possui um roteiro pré-determinado e não faz a criança pensar, muito menos exercitar sua criatividade. Os brinquedos típicos de um parquinho favorecem o desenvolvimento de habilidades motoras, permitindo à criança ir descobrindo a dimensão das suas capacidades reais, ao mesmo tempo em que vai permitir o aperfeiçoamento das habilidades sociais e a comunicação
Os atos de pular, correr e movimentar os brinquedos de um parquinho trazem um ótimo resultado para a saúde e o desenvolvimento físico e mental da criança. Segundo a psicóloga infantil Luciana Gentilezza, o parquinho fornece todas as coisas indispensáveis para um bom crescimento. “Os brinquedos típicos de um parquinho favorecem o desenvolvimento de habilidades motoras, permitindo à criança ir descobrindo a dimensão das suas capacidades reais, ao mesmo tempo em que vai permitir o aperfeiçoamento das habilidades sociais e a comunicação: um balanço ensina a aprender a esperar a sua vez, uma gangorra exige um amiguinho que tope ir junto, e assim por diante”.